CARTA DE SOLIDARIEDADE E LANÇAMENTO DE EBOOK EM FORTALEZA NA DEFESA DE COMUNIDADES TRADICIONAIS E CAMPESINOS (AS)

12 de janeiro de 2018

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Neste dia 10 de janeiro, em Fortaleza-CE foi lançada a Carta de Fortaleza em solidariedade aos (às) camponeses (as) condenados (as) pela Justiça paraguaia e que sofreram o massacre em Curuguaty (Paraguai). O documento endereçado ao Embaixador Paraguaio no Brasil, o Evelio Fernandez Arovalos, aponta a insuficiência de provas e de razoabilidade para que os(as) camponeses (as), não só vítimas de uma operação policial desmedida, mas também pela falta da reforma agrária.  Na oportunidade passou-se o filme “Desmontando Curuguaty”.

Acesse o conteúdo da Carta da Fortaleza de Solidariedade a Curuguaty.

Acesse a Carta de Fortaleza em espanhol.

O ato de solidariedade ocorreu no lançamento do ebook “Dano existencial coletivo às comunidades tradicionais, com ênfase em quilombolas e indígenas” de Rodrigo de Medeiros. O lançamento contou com a roda de conversa sobre dano existencial coletivo com a participação do Prof. Walber Nogueira, do João do Cumbe (Conselho Pastoral dos/as Pescadores/as-CPP), da Profa. Amélia Rocha (defensora pública estadual) e da profa. Natália Castilho. O debate também contou com intervenções de Rose Marques (Fórum Justiça), Telma Pacheco do povo tremembé, Prof. João Alfredo (advogado popular) e Prof. Newton Albuquerque.

Ao final, também ficou proposta uma publicação com peças jurídicas que mostrem as lutas e vitórias das comunidades e povos tradicionais e da defesa de direitos humanos. Membros da Defensoria Pública, do Fórum Justiça e da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares-RENAP e de outros espaços, que estavam presentes, comprometeram-se a levar a ideia adiante. O evento contou com o apoio do Fórum Justiça, Instituto de Pesquisa Direitos e Movimentos Sociais-IPDMS e RENAP.

 

O que se viu no Caso Curuguaty

(De Rodrigo de Medeiros)

(06/08/15)

 

Se viu uma operação de guerra

Ir lidar com problema social,

Manter essa concentração de terra,

Raiz da desigualdade, um mal.

Mas verdade e justiça não vi,

Nesse processo de Curuguaty.

Ah, não se viu dos crimes conexão,

Percebeu-se foram provas plantadas,

Promotor em flagrante suspeição,

Por ligações com grileiros bem dadas.

Mas verdade e justiça não vi,

Nesse processo de Curuguaty.

Se vê quase todos os interesses

A repaginar os velhos caudilhos,

América Latina nas mãos desses

Que na justiça põem empecilhos.

Mas verdade e justiça não vi,

Nesse processo de Curuguaty.

Tanta indignação eu percebi,

Como da luta me fortaleci.

 

O que se viu no Caso Curuguaty

Rodrigo de Medeiros

(06/08/15)

Tradução: Lidi Akâchará

 

Ojehechava caso Curuguatype

Ojehecha  guyryry ñoräirö guasu

Ojejapova tembikotevë chokokue rovake

Ikatu haguä yvy michïmi poguype opytapaite

Ha katu, ha’eva tekove joja’ÿ rapo pe mba’e vaí.

Pe añeteguava oiko va’ekue ha justicia nda hechái

proceso Curuguatype.

 

Ah, ndo jehechái jejuka oiko va’ekue ojuapy ha ambue oikopavare tetäme

Ahecha oï pruebas oñemoïva ambue hendaguio

Omyesäkava

Ñuhä oñemoïva tendota ojeipe’a haguä

Ha katu pe añeteguava oiko va’ekue, ha justicia nda hechái

proceso Curuguatype

 

Ojehecha mávapa oï akäme

Tova pyahu ramo jepe, tembiapo tuja ojejapo

Ha America latina oï ipope kuera

Aipo pe justicia jeko oï ijykere kuéra

Ha katu pe añeteguava oiko va’ekue, ha justicia nda hechái

proceso Curuguatype