Reconhecimento, redistribuição e participação popular: por uma política judicial integradora

Estado Policial ou Estado Social?

José Ricardo Cunha

As formas mais evidentes de violência fazem crescer no cidadão médio um desejo cada vez maior de investimento policial. O próprio Estado apresenta os gastos com segurança pública como inevitáveis. Mas nem sempre se expressa a necessidade de gastos com investimentos sociais. O incremento maior na proteção policial do que na proteção social que marcou a história do Brasil até o fim do século XX, oculta um problema de ordem ética: o não reconhecimento do outro
econômica e socialmente desfavorecido. Manteve-se durante décadas uma estrutura sócio-econômica que tornou a pobreza um dado estrutural, gerando uma desigualdade radical. No centro desta desigualdade, estão os excluídos do direito a ter direitos, ou na linguagem de Agambem, o homo sacer. Daí a necessidade de compatibilizar a proteção policial e a proteção social a partir de uma ética da alteridade que reconheça a dignidade do outro.

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